História do Caminho de Santiago

 

Codice CalixtinoSegundo conta-se, São Tiago Maior, o apóstolo de Cristo, foi pregar na Península Ibérica ( Hoje Espanha e Portugal ). Chegou na região da Galícia no ano de 34 d.C., vindo da Terra Santa. A lenda diz que ele celebrou a primeira missa em Iria Flavia (município de Padrón), que fica a cerca de 20km de Santiago de Compostela. Depois de ser decapitado em Jafa, o seu corpo e a sua cabeça foram levados pelos seus discípulos Atanásio e Teodoro. Eles transportaram seus restos mortais em uma barca de pedra que aportou em Iria Flavia. Seus discípulos levaram Santiago deste local e o enterraram em um cemitério no monte Libredón. Este cemitério situava-se onde fica hoje a Catedral De Santiago de Compostela.

 A descoberta do Túmulo do Apóstolo

Em meados de 813 d.C., um eremita chamado Pelayo (ou Pelágio) viu algo diferente no céu e resolveu comunicar imediatamente o fato ao Bispo Teodomiro, de Iria Flavia. Contou que viu uma chuva de estrelas sobre uma urna de mármore. O Bispo decidiu investigar o acontecimento com mais cuidado. Depois de alguns estudos, esta urna foi identificada como o túmulo de Santiago.

A partir deste momento a notícia começou a espalhar-se e iniciou-se a peregrinação ao local do sepulcro. Este local ficou conhecido como Campus Stellae (“Campo de Estrelas“), de onde originou-se o nome Compostela. E foi daí também que veio o nome Caminho das Estrelas.

Uma curiosidade: esta descoberta coincidiu com a chegada dos moçárabes (cristãos que falavam árabe) à região. Vindos de lugares dominados pelos muçulmanos, eles procuravam um lugar onde pudessem praticar sua religião cristã.

Santiago, o Padroeiro da Espanha

Supostamente, em 844 houve uma aparição milagrosa de Santiago montado em um corcel branco, na Batalha de Clavijo. Nesta batalha, Ramiro I das Astúrias, com a ajuda de Santiago, teria vencido um grande exército muçulmano após ter se recusado a pagar tributos que eram devidos apenas pelos cristãos. Os moçárabes também eram obrigados a pagar impostos que não eram aplicados aos muçulmanos.

O Caminho

Carlos Magno,  incentivou a promoção da peregrinação à Compostela. Os peregrinos vinham de todos os cantos da Europa Cristã. Usavam principalmente as rotas comerciais mais conhecidas para chegar à Santiago de Compostela. A mais usada tornou-se o mais tradicional Caminho de Santiago de Compostela, o Caminho Francês. Esta rota tem início em Saint-Jean-Pied-de-Port, na França, aos pés dos Pirineus, quase na divisa com a Espanha. Passa por importantes cidades espanholas, como Pamplona, Logroño, Burgos, Léon e Ponferrada, chegando finalmente em Santiago de Compostela.

Monarcas de várias regiões também ajudaram a consolidar estas rotas construindo pontes e hospitais de peregrinos (de hospes – hóspedes). Estes hospitais eram lugares que recebiam e hospedavam os peregrinos, dando-lhes assistência para continuar a viagem. Uma destas pontes, com seis arcos, foi Doña Mayor, esposa do Rei Sancho III, que mandou construir sobre o Rio Arga, especialmente para facilitar a travessia dos peregrinos. Foi esta ponte que deu o nome da cidade de Puente de la Reina. 

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História do Caminho de Santiago de Compostela
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